CUT NACIONAL > PUNTO DE VISTA > REFÉNS: A FRAUDE NOS POSTOS DE COMBUSTÍVEIS DE CURITIBA
13/02/2012
Não há ambiente público em Curitiba onde a fraude dos combustíveis não vire pauta. Da boca maldita, passando pelos cafés até as redes sociais. Não se fala em outra coisa que não a ousadia de donos de postos de combustíveis que assaltavam o bolso do consumidor.
Enquanto isso o poder público e os órgãos reguladores agora correm de forma desordenada para tentar regularizar a situação e mostrar serviço. Tarde demais. A verdade é que tanto um quanto outro não têm capacidade técnica para dar conta da fiscalização e o consumidor deve contar com a sorte para não ser lesado em ações cotidianas, como abastecer o seu veículo em um posto de gasolina.
Cálculos preliminares da equipe do Fantástico, responsável pela denúncia do esquema já constatado em pelo menos três estados da federação, no qual inclui-se o Paraná, mostra que para cada 20 litros abastecidos, pelo menos 1,4 litro não chegava até o tanque de combustível. Contudo, é impossível saber ao certo qual é o valor total do golpe e do prejuízo para o consumidor.
Alia-se a este fato os preços já abusivos ao consumidor em um setor que arrecada muito dinheiro e ainda utiliza-se de outros subterfúgios para ampliar ainda mais a sua rentabilidade, como é o caso já conhecido da formação de cartéis para regular o preço dos combustíveis.
Em Pernambuco, por exemplo, a gasolina é mais barata que em Curitiba. Situação que poderia ser facilmente explicada caso o Estado já tivesse a refinaria operando em seu território. Todavia, a refinaria Abreu e Lima está na fase da construção. Como explicar este disparate nos preços? Apenas com a combinação de valores entre donos de postos de gasolina, o que acaba configurando a famosa expressão: cartel. Situação, esta, que estende-se por todos os grandes centros do Paraná.
É preciso que o poder público e a Agência Nacional do Petróleo implantem e implementem as ações fiscalizatórias de A a Z, uma vez que tratamos de um bem de consumo indispensável para todos os cidadãos. Seja no seu próprio veículo ou nos transportes coletivos, o uso de combustível é imprescindível para o funcionamento de nossa sociedade. É preciso uma punição exemplar aos responsáveis por lesar o bolso do consumidor. O Ministério Público deve agir rápido. Proteger o cidadão é dever do Estado. Caso contrário o que prevalecerá é a sensação de impotência, sem saber a quem recorrer...reféns...
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